Desde 2014, e urdindo do Porto, que os Sunflowers andam a deixar o panorama musical português agitado. Talvez seja porque o que sai do sistema de som não parece relacionado com o nome da banda. Talvez seja pela sua ética de trabalho inigualável e inquietante. Talvez?

Em mais de 200 concertos, partilharam palco com bandas como Oh Sees, Moon Duo, Black Lips, Boogarins, La Femme, e tocaram em sitios como Festival Indigènes (FR), Endless Daze Fest (SA), Inner City Psych Fest (SA), Bristol Psych Fest (UK), Festival Europavox (FR) entre muitos outros.

O seu album de estreia “The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy” foi primeiro lançado em 2016 pela editora independente O Cão da Garagem e teve uma reedição em França em 2017 pela editora Only Lovers Records (FR). Também em 2017 embarcaram em duas tours europeias, a primeira em Maio por Espanha e França e a segunda em Novembro e Dezembro, passando por Espanha, França, Itália, Alemanha, Holanda e mais, surpreendendo todos os que cursaram o seu caminho com a insanidade e intensidade dos seus concertos ao vivo.

Em 2018, a banda apresenta o seu segundo álbum de longa duração “Castle Spell”, lançado em Fevereiro em vinil duplo e CD pelas editoras Stolen Body Records (UK) e Only Lovers Records (FR), e em cassete pel’O Cão da Garagem. Durante o primeiro semestre do ano focaram a sua atenção em Portugal e embarcaram na tour “Sunflowers e a conquista do castelo até ao Verão” que teve como conceito preencher todos os fins de semana entre o lançamento do disco e o dia 21 de Junho, início do Verão. A mesma resultou em 40 concertos pelo país fora (incluindo um salto a Espanha).

Em Setembro aventuraram-se pela Europa naquela que foi a sua mais extensa tour até à data, marcada com a ajuda da agência internacional Basement Bookings. No espaço de 2 meses da tour “Sunflowers ’18” a banda tocou 44 concertos em 17 países diferentes, desde a Suécia até aos Balcãs.

A partir de 2018 a banda cresceu. Em número e em espírito. Para melhor transmitir a intensidade do seu som decidiram acrescentar um baixista nos seus concertos ao vivo. Assim, convidaram Frederico Ferreira dos 800 Gondomar para os acompanhar por essa estrada fora.

 

 

Preparam agora o seu próximo registo mas nem por isso decidem parar de fazer aquilo a que nos habituaram – tocar em todo o lado que os queiram. Simplesmente estão a conspirar a próxima destruição sónica – andaram a estudar o norte, o sul, o este e o oeste deste grande globo combatendo contra a ganância dos promotores duvidosos e a embriaguez dos decadentes ouvintes de música ao vivo. No seu espírito de ignorar-tudo-o-que-lhes-foi-dito-para- o-seu-bem, a banda mostra-se inquietante nos concertos ao vivo, entregando uma performance que tem tanto de block party psicadélica como de sessão de esfaqueamento sonoro. E pedem ao público para partilhar a sua energia, para a propagar mais longe do que as colunas de um PA com uma coluna furada o consegue fazer. Para deixar que a sua energia faça aquilo que foi concebida para fazer: quebrar com as correntes simbólicas que nos prendem as nossas mãos, distraindo-nos com ecrãs, anúncios e vídeos de cães.

Haverá alguém que irá tentar manipular, censurar e controlar as ondas sonoras para que estas fiquem salvas do ataque sónico iminente da banda. Mas não conseguirão baixar o volume dos seus rugidos e muito menos o volume dos seus amplificadores. Isto é uma banda que sacrificou os seus ouvidos para que pudéssemos estudar de perto o tão bonito efeito Larsen. Está na altura de sacrificar os vossos.

Para fãs de: Dead Kennedys, Oh Sees, Ty Segall, Meatbodies, King Gizzard, Jay Reatard, The Cramps, The Gories…